Uma história que começou num recanto de pedra com uma pipa de vinho do avô e o sonho de servir a comida mais honesta de Portugal.
No outono de 1978, Joaquim Ferreira da Silva — carinhosamente tratado por todos da vila como "Tio Quim" — herdou uma velha adega de pedra no Beco dos Parreirais. Em vez de vender as terras ou a casa, decidiu colocar quatro mesas de madeira tosca, acender a lareira e servir petiscos preparados com o que a horta e os vizinhos forneciam.
A notícia espalhou-se depressa: ali servia-se o melhor pão acabado de cozer, fatias generosas de presunto curado ao fumo de azinho, e um caldo verde com aveludado único. Homens do campo, intelectuais, viajantes e famílias inteiras começaram a partilhar o mesmo banco corrido.
Quarenta e oito anos depois, os tempos mudaram, mas os princípios da Tasca permanecem invioláveis: respeito sagrado pelo tempo da cozedura, compras diretas a pequenos produtores e o acolhimento afetuoso que só quem ama a mesa sabe dar.
Uma viagem no tempo através dos momentos que marcaram a identidade da casa.
O Tio Quim abre o espaço com apenas 4 mesas de madeira, servindo petiscos de porco, queijo de ovelha e vinho a copo tirado da pipa.
Construção do icónico forno a lenha de granito e tijolo burro, que ainda hoje assa diariamente o pão de milho e os assados de cabrito e bacalhau.
Recuperação arqueológica das caves subterrâneas de granito para albergar a garrafeira de vinhos de talha e uma nova sala de refeições intimista.
Celebração das quatro décadas de atividade contínua com homenagem pública aos produtores e artesãos gastronómicos parceiros desde o primeiro dia.
A família mantém rigorosamente os cadernos de receitas manuscritos do Quim, com o mesmo amor pelo lume de sobreiro e hospitalidade genuína.
O segredo da nossa comida é a terra de onde ela nasce. Trabalhamos exclusivamente com artesãos e famílias dedicadas à excelência natural.
Produzido artesanalmente com leite cru de ovelha bordaleira e flor de cardo selvagem, curado em salas de pedra fresca.
Prensado a frio de oliveiras centenárias das variedades Cobrançosa e Madural. Baixa acidez e notas marcadas de erva fresca.
Fermentado e macerado naturalmente com as películas em grandes ânforas de barro revestidas a resina vegetal de pinheiro.
Cristais colhidos à mão à superfície das salinas tradicionais ao entardecer, conferindo uma textura estaladiça e pura às carnes.
A boa cozinha não tem segredos complicados: precisa de lume certo, azeite puro, paciência antiga e gente amiga sentada à volta do prato.